FRUIÇÃO E ESCRITA II ENJOYMENT AND WRITING

Capitão Marvel e o espaço-tempo

Capitão Marvel e o espaço-tempo


Luiz Ramos da Silva Filho

O Tempo e o Espaço têm sido estudados por pensadores como Galileu e Newton, além de Kant e Minkovski. Teorias diversas, sob variados pontos de vista, tentam explicar as relações entre espaço e tempo ou a sua independência. Em seu aspecto físico, Einstein nos apresenta a teoria da relatividade e a expressão espaço-tempo se consolida.

Para leigos, toda essa explicação parece distante e demasiado acadêmica e fica difícil entender como se pode unificar grandezas tão distintas. No campo da Física, o espaço-tempo é onde ocorrem todos os acontecimentos físicos. Quantas dimensões existiriam? Três no espaço e uma temporal, pelo menos, que, alguns dizem, levariam a teorias sobre a existência de fatos sobrenaturais explicados pela ciência. No entanto, para a ciência, os fatos são os elementos básicos do estudo das teorias sobre espaço-tempo. Esse fato ocorre em um espaço único e em um determinado momento.

– Daí, surgem as linhas do Universo do processo físico – concluiu aquele médico-herói que se encontrava no alto da Torre Eiffel (para conhecê-lo ou reler, clique aqui) como se estivesse no ponto mais alto de uma das Pirâmides do Egito. Toda essa divagação lhe propiciou a sensação de se lançar ao espaço como se fosse o Capitão Marvel em uma de suas aventuras.

A sua decisão de viajar e mudar de vida trazia de volta sua capacidade de sonhar e resgatar os seus heróis da infância. Assim, Mandrake com suas mágicas e Jerônimo com seu estilo rural brasileiro voltavam a salvar as mocinhas e seus amigos, resguardando os valores éticos e morais.

Sem abrir mão de sua individualidade e respeitando o espaço e o tempo dos seus pacientes, de seus vizinhos e de seus familiares, o médico-herói tomou o lugar do herói-médico e saiu caminhando pelas largas alamedas de Paris, de mãos dadas com sua nova namorada, que não lhe cobrava atitudes, nem criticava seus atos.

Se tudo dará certo na vida desse médico-herói, qui vivre, vera, como ele aprendeu, ao flanar pelas avenidas bem traçadas da Cidade Luz.

Foto:ramosforest(c)

Anúncios

junho 26, 2009 Posted by | "Luiz Ramos", "Histórias Possíveis", Literatura | 3 Comentários

O Herói e Napoleão – Histórias Possíveis

O Herói e Napoleão

Luiz Ramos da Silva Filho

“Ele passou a vida inteira vinculado a uma pessoa ou a uma obrigação real ou imaginária. Desde muito pequeno, acostumou a se colocar como personagem dos conselhos do pároco, da avó, da mãe, do padrinho de batismo. Ou até mesmo a ocupar o lugar daquele personagem das novelas de aventuras do rádio ou das revistas em quadrinhos da época, os seus tão queridos gibis do Hopalong Cassidy…”

Vejam esse meu texto publicado em Histórias Possiveis.

Luiz Ramos

Photo:ramosforest(c)

correção: vizinho, correligionários

junho 21, 2009 Posted by | "Luiz Ramos", "Histórias Possíveis", Literatura | 5 Comentários

O Tempo


Viajo rápido no tempo

Corro pelas alamedas

Árvores centenárias

Palmeiras imperiais


Corro pelas alamedas

Em busca do passado,

Perdido no tempo,

Em tons de sépia


Árvores centenárias

Adornam meu retorno

No tempo, não no espaço.

Busco algo, impreciso.


Palmeiras imperiais

Símbolos de outras épocas

Resistentes a tempestades

Como eu costumo resistir.

Luiz Ramos ©

Setembro de 2008.

Foto: ramosforest ©

maio 28, 2009 Posted by | Literatura, Poesia, tempo. | Deixe um comentário

O Tempo


Viajo rápido no tempo

Corro pelas alamedas

Árvores centenárias

Palmeiras imperiais


Corro pelas alamedas

Em busca do passado,

Perdido no tempo,

Em tons de sépia


Árvores centenárias

Adornam meu retorno

No tempo, não no espaço.

Busco algo, impreciso.


Palmeiras imperiais

Símbolos de outras épocas

Resistentes a tempestades

Como eu costumo resistir.

Luiz Ramos ©

Setembro de 2008.

Foto: ramosforest ©

maio 28, 2009 Posted by | Literatura, Poesia, tempo. | Deixe um comentário

O Tempo


Viajo rápido no tempo

Corro pelas alamedas

Árvores centenárias

Palmeiras imperiais


Corro pelas alamedas

Em busca do passado,

Perdido no tempo,

Em tons de sépia


Árvores centenárias

Adornam meu retorno

No tempo, não no espaço.

Busco algo, impreciso.


Palmeiras imperiais

Símbolos de outras épocas

Resistentes a tempestades

Como eu costumo resistir.

Luiz Ramos ©

Setembro de 2008.

Foto: ramosforest ©

maio 28, 2009 Posted by | Literatura, Poesia, tempo. | 2 Comentários

O Tempo


Viajo rápido no tempo

Corro pelas alamedas

Árvores centenárias

Palmeiras imperiais


Corro pelas alamedas

Em busca do passado,

Perdido no tempo,

Em tons de sépia


Árvores centenárias

Adornam meu retorno

No tempo, não no espaço.

Busco algo, impreciso.


Palmeiras imperiais

Símbolos de outras épocas

Resistentes a tempestades

Como eu costumo resistir.

Luiz Ramos ©

Setembro de 2008.

Foto: ramosforest ©

maio 28, 2009 Posted by | Literatura, Poesia, tempo. | Deixe um comentário

El Puente

EL PUENTE

Mario Benedetti

Para cruzalo o para no cruzarlo

ahí está el puente


en la otra orilla alguien me espera

con un durazno y un país


traigo conmigo ofrendas desusadas

entre ellas un paraguas de ombligo de madera

un libro con los pánicos en blanco

y una guitarra que no sé abrazar


vengo con las mejillas del insomnio

los pañuelos del mar y de las paces

Ias tímidas pancartas del dolor

las liturgias del beso y de la sombra


nunca he traído tantas cosas

nunca he venido con tan poco


ahí esta el puente

para cruzarlo o para no cruzarlo

yo lo voy a cruzar

sin prevenciones


en la otra orilla alguien me espera

con un durazno y un país


(de Preguntas al azar – 1984-1985 – Mario Benedetti)

fonte: http://www.antoniomiranda.com.br/Iberoamerica/uruguai/mario_benedetti.html
Foto: ramosforest(c)

maio 18, 2009 Posted by | Benedetti, Literatura | Deixe um comentário

El Puente

EL PUENTE

Mario Benedetti

Para cruzalo o para no cruzarlo

ahí está el puente


en la otra orilla alguien me espera

con un durazno y un país


traigo conmigo ofrendas desusadas

entre ellas un paraguas de ombligo de madera

un libro con los pánicos en blanco

y una guitarra que no sé abrazar


vengo con las mejillas del insomnio

los pañuelos del mar y de las paces

Ias tímidas pancartas del dolor

las liturgias del beso y de la sombra


nunca he traído tantas cosas

nunca he venido con tan poco


ahí esta el puente

para cruzarlo o para no cruzarlo

yo lo voy a cruzar

sin prevenciones


en la otra orilla alguien me espera

con un durazno y un país


(de Preguntas al azar – 1984-1985 – Mario Benedetti)

fonte: http://www.antoniomiranda.com.br/Iberoamerica/uruguai/mario_benedetti.html
Foto: ramosforest(c)

maio 18, 2009 Posted by | Benedetti, Literatura | Deixe um comentário

El Puente

EL PUENTE

Mario Benedetti

Para cruzalo o para no cruzarlo

ahí está el puente


en la otra orilla alguien me espera

con un durazno y un país


traigo conmigo ofrendas desusadas

entre ellas un paraguas de ombligo de madera

un libro con los pánicos en blanco

y una guitarra que no sé abrazar


vengo con las mejillas del insomnio

los pañuelos del mar y de las paces

Ias tímidas pancartas del dolor

las liturgias del beso y de la sombra


nunca he traído tantas cosas

nunca he venido con tan poco


ahí esta el puente

para cruzarlo o para no cruzarlo

yo lo voy a cruzar

sin prevenciones


en la otra orilla alguien me espera

con un durazno y un país


(de Preguntas al azar – 1984-1985 – Mario Benedetti)

fonte: http://www.antoniomiranda.com.br/Iberoamerica/uruguai/mario_benedetti.html
Foto: ramosforest(c)

maio 18, 2009 Posted by | Benedetti, Literatura | Deixe um comentário

El Puente

EL PUENTE

Mario Benedetti

Para cruzalo o para no cruzarlo

ahí está el puente


en la otra orilla alguien me espera

con un durazno y un país


traigo conmigo ofrendas desusadas

entre ellas un paraguas de ombligo de madera

un libro con los pánicos en blanco

y una guitarra que no sé abrazar


vengo con las mejillas del insomnio

los pañuelos del mar y de las paces

Ias tímidas pancartas del dolor

las liturgias del beso y de la sombra


nunca he traído tantas cosas

nunca he venido con tan poco


ahí esta el puente

para cruzarlo o para no cruzarlo

yo lo voy a cruzar

sin prevenciones


en la otra orilla alguien me espera

con un durazno y un país


(de Preguntas al azar – 1984-1985 – Mario Benedetti)

fonte: http://www.antoniomiranda.com.br/Iberoamerica/uruguai/mario_benedetti.html
Foto: ramosforest(c)

maio 18, 2009 Posted by | Benedetti, Literatura | 5 Comentários