FRUIÇÃO E ESCRITA II ENJOYMENT AND WRITING

A ave vive e voa – Birds live and fly


A ave vive e voa

Quando criança, eu aprendi a ler em uma Cartilha da Editora Melhoramentos. O sistema de aprendizagem era diferente. Não sou tão antigo assim, mas acontece que a partir dos anos 60 ocorreram muitas modificações no aprendizado com teorias, métodos e currículos.

A criança aprendia, primeiro, as vogais,depois juntava vogais com algumas consoantes, até repassar todas as consoantes. Em seis meses, a criança aprendia a ler e escrever de modo consciente, sabendo que “b+a= ba, l+a+ la; ba+la=bala”. Foi assim que “eu vi a uva” e “a ave vive e voa”.
A última lição da Cartilha trazia um texto em versos. Era a gloria; a criança já podia abrir sozinha a porta do mundo. O texto da última lição dizia:

“Já no horizonte
surge a manhã
É dia, vamos,
ó minha irmã…”

Não sei o motivo, mas esta lembrança me veio por causa da postagem do Ricardo Calmon sobre o Coleirinho Erudito. Através de minha janela e do meu pequeno jardim, todas os dias, quando no horizonte surge a manhã, eu recebo também a visita de muitos pássaros. São sabiás, coleiros, cambaxirras, colibris, canários da terra, saíras e o bem-te-vi, maior e dono do território. Alguns cinzentos, outros verdes, azulados. Nesta época do ano, até tucanos e maritacas se juntam aos muitos pássaros que vêm comer das frutas que deixo à disposição deles todos os dias. Durante todo o ano e, principalmente nesta época, as garças escuras e grandes que fazem ninhos na mata ao fundo parecem se multiplicar e surgem muitos ninhos, alvos e cheios de gritos e de vida. Nesta efervescência de vida, até abelhas da terra chegam para disputar com os pássaros o mel do mamão.

As aves me dão sua companhia fugaz, mas diária, seu canto variado, mas inconfundível. Alguns só chegam aos pares. São casais que chegam para comer e se protegem: um come enquanto o outro vigia; depois revezam. Realmente, os pássaros sentem-se seguros e alguns já não voam ao pressentir a presença de alguém.

Eu creio que, devido à proximidade geográfica, o Coleirinho Erudito seja da mesma ninhada daqueles que vêm comer todos os dias as frutas que deixo no meu jardim. Basta cruzar o Parque da Catacumba, na Lagoa, em direção ao Morro do Corcovado. Eles nem precisam de GPS. Os animais sabem tudo. Até gostam de Bach. E eu estou contando tudo isto porque, um dia, eu aprendi em minha Cartilha que “a ave vive e voa”.

Luiz Ramos
Foto: ramosforest©

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julho 26, 2008 Posted by | Birds, didática, environment, garden, Literatura, literature | 6 Comentários

Fotografia como arte e emoção.

See too: NATURAL SHOT PHOTOS

Photography as art and emotion.

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Considero a fotografia uma arte e uma oportunidade para se perpetuar, criar e viver emoções. Uma criança, uma flor, uma paisagem, um riso e uma lágrima. Um grito de “Gol”, a chegada de um 100 metros rasos ou um acidente não desejado.

Procuro em minhas fotos seguir um procedimento básico:

Planejamento e Didática

  • Apoio Técnico
  • Fotografia Consciente
  • Técnica e Arte
  • Respeito às Normas Legais
  • Regras de conduta
  • Consciência ecológica
  • Cuidados com a Natureza e com áreas específica
      • Parques Nacionais
      • Reservas Naturais
      • Trilhas
      • Acampamento
      • Lixo
      • Saneamento
      • Higiene Pessoal
      • A água, o solo, o ar e o fogo
      • Impactos ambientais
  • Envolvimento pessoal e profissional

Gosto muito de caçar e aprisionar animais. Gosto também de trazer para casa plantas e detalhes que encontro por ai. Porém, caço, prendo e trago para casa todos esses momentos só dentro de minha máquina fotográfica.

Luiz Ramos

Foto: ramosforest (c)

abril 5, 2008 Posted by | "meio ambiente", environment, Literatura, literature, phophotography | 12 Comentários

Linguagem e pensamento

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Linguagem e pensamento

A existência de uma farta bibliografia literária e comunicação sobre formas e estruturas narrativas com a qual estava familiarizada me forneceu uma primeira pista de grande valia… Muitas das obras dessa bibliografia apontavam para a divisão das estruturas narrativas em três grandes tipos: espaciais, temporais e causais…
Os três tipos de descrição começaram a aparecer numa limpidez cristalina: a descrição qualitativa, em nível de primeiridade, a descrição indicial, em nível de secundidade e a descrição conceitual em nível de terceiridade
.”(*)

Que a Linguagem e o Pensamento, através de sons, imagens e palavras, preencham nossos dias e que tenhamos felicidade e solidariedade como conseqüência.

Luiz Ramos

Fonte: (*) Matrizes da Linguagem e Pensamento – Sonora Visual Verbal – Lucia Santaella – pág. 16 – ed. FAPESP/Iluminuras – São Paulo – 2005
Foto: ramosforest

março 12, 2008 Posted by | "meio ambiente", environment, Literatura, literature | 13 Comentários