FRUIÇÃO E ESCRITA II ENJOYMENT AND WRITING

Chuvas de Verão e deslizamentos – Summer rains and mudslides



Escoregamentos – Mudslides


Quando o inverno começa a dar sinais de que vai embora, eu começo a me preocupar. Este tema é tão preocupante que tem sido tratado até nas Nações Unidas.


A nível mundial, pode-se constatar um incremento dos acidentes naturais ao longo do tempo. Isto se deve em grande parte ao crescimento populacional e à expansão desordenada da urbanização. Nos últimos anos os acidentes naturais provocaram grandes perdas humanas e expressivos prejuízos materiais. No âmbito nacional, algumas iniciativas têm sido tomadas para minorar e prevenir os deslizamentos.


1. No Brasil, a grande maioria dos escorregamentos ocorre nos meses de verão (dezembro a março), destacando-se o mês de janeiro e fevereiro. Estes aspectos do clima tendem a variar de acordo com as mudanças climáticas, cada vez mais instáveis, em função dos fenômenos climáticos El Niño e La Niña.


Por isso, faz-se necessária a manutenção de taludes estabilizados através de obras de contenção. A falta de manutenção das obras de contenção é um importante fator que contribui para os acidentes em encostas, pois muitos deslizamentos são provocados pela infiltração de água nas encostas e pela erosão do solo durante fortes chuvas. Se as tubulações subterrâneas para transporte de água ou esgoto vazarem, também poderão provocar deslizamento de terra e, por isso, deverão também sofrer manutenção.


As inspeções rotineiras de manutenção devem ser realizadas pelo menos uma vez ao ano. Quaisquer obras de manutenção necessárias devem ser concluídas antes do início da temporada de chuvas.



Inspeções de engenharia e manutenções rotineiras são imprescindíveis para garantir a segurança dos taludes com obras de contenção. Somente quando a manutenção for feita na encosta ou no muro de contenção do modo especificado pelo engenheiro geotécnico e implementadas com suas recomendações, incluindo a avaliação de estabilidade e obras de melhoria, o talude poderá ser considerado em condições seguras.


Proprietários privados são responsáveis pelos taludes e obras de contenção dentro de seus terrenos. Em certas condições, os proprietários também podem ser responsáveis pela manutenção de taludes e obras de contenção adjacentes ao terreno.


2. Risco nas encostas deve ser estudados e monitorados para prevenir acidentes com moradores de comunidades carentes em encostas. Assim, atividades específicas devem ser evitadas, pois são causas de deslizamento, a saber:


– escavar ou aterrar as encostas.

– destruir a vegetação dos morros.

– jogar lixo nas encostas.

– ocupar áreas com suspeitas de risco, apresentando trincas ou afundamentos do terreno ou próximas de blocos de rocha.

– construir ou jogar lixo sobre valas de escoamento de água.


Algumas providências preventivas podem diminuir o risco de acidentes:

– verificar sempre se o sistema de escoamento de águas está livre.

– suspeitando de perigo e havendo obras, solicitar uma vistoria ao órgão público responsável.

– suspeitando de perigo e não havendo obra no local, telefone para a Defesa Civil para uma vistoria.

– se você mora abaixo de depósito de lixo, de barrancos, de pedras amontoadas no caminho natural das águas, abandone o local nos dias de fortes chuvas e dirija-se a local seguro.

– se você mora em local seguro, abrigue as pessoas que moram em locais de risco, quando houver chuvas contínuas e fortes.

– acompanhe as chuvas e verifique o risco de deslizamento na sua área através dos serviços de informações meteorológicas e geológicas.


Preocupe-se com seu imóvel, com sua vizinhança, com as comunidades carentes de sua cidade. E que tenhamos um verão sem notícias de tragédias por causa de fenômenos naturais e outros provocados pelo homem.


Fonte: Monografia – Avaliação Geoambiental de Bacia Hidrográfica – Luiz Ramos da Silva Filho – PUC RJ – 2003

Foto: ramosforest(c)

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outubro 31, 2008 Posted by | chuvas, deslizamentos, prevenção | 5 Comentários

Chuvas de Verão e deslizamentos – Summer rains and mudslides



Escoregamentos – Mudslides


Quando o inverno começa a dar sinais de que vai embora, eu começo a me preocupar. Este tema é tão preocupante que tem sido tratado até nas Nações Unidas.


A nível mundial, pode-se constatar um incremento dos acidentes naturais ao longo do tempo. Isto se deve em grande parte ao crescimento populacional e à expansão desordenada da urbanização. Nos últimos anos os acidentes naturais provocaram grandes perdas humanas e expressivos prejuízos materiais. No âmbito nacional, algumas iniciativas têm sido tomadas para minorar e prevenir os deslizamentos.


1. No Brasil, a grande maioria dos escorregamentos ocorre nos meses de verão (dezembro a março), destacando-se o mês de janeiro e fevereiro. Estes aspectos do clima tendem a variar de acordo com as mudanças climáticas, cada vez mais instáveis, em função dos fenômenos climáticos El Niño e La Niña.


Por isso, faz-se necessária a manutenção de taludes estabilizados através de obras de contenção. A falta de manutenção das obras de contenção é um importante fator que contribui para os acidentes em encostas, pois muitos deslizamentos são provocados pela infiltração de água nas encostas e pela erosão do solo durante fortes chuvas. Se as tubulações subterrâneas para transporte de água ou esgoto vazarem, também poderão provocar deslizamento de terra e, por isso, deverão também sofrer manutenção.


As inspeções rotineiras de manutenção devem ser realizadas pelo menos uma vez ao ano. Quaisquer obras de manutenção necessárias devem ser concluídas antes do início da temporada de chuvas.



Inspeções de engenharia e manutenções rotineiras são imprescindíveis para garantir a segurança dos taludes com obras de contenção. Somente quando a manutenção for feita na encosta ou no muro de contenção do modo especificado pelo engenheiro geotécnico e implementadas com suas recomendações, incluindo a avaliação de estabilidade e obras de melhoria, o talude poderá ser considerado em condições seguras.


Proprietários privados são responsáveis pelos taludes e obras de contenção dentro de seus terrenos. Em certas condições, os proprietários também podem ser responsáveis pela manutenção de taludes e obras de contenção adjacentes ao terreno.


2. Risco nas encostas deve ser estudados e monitorados para prevenir acidentes com moradores de comunidades carentes em encostas. Assim, atividades específicas devem ser evitadas, pois são causas de deslizamento, a saber:


– escavar ou aterrar as encostas.

– destruir a vegetação dos morros.

– jogar lixo nas encostas.

– ocupar áreas com suspeitas de risco, apresentando trincas ou afundamentos do terreno ou próximas de blocos de rocha.

– construir ou jogar lixo sobre valas de escoamento de água.


Algumas providências preventivas podem diminuir o risco de acidentes:

– verificar sempre se o sistema de escoamento de águas está livre.

– suspeitando de perigo e havendo obras, solicitar uma vistoria ao órgão público responsável.

– suspeitando de perigo e não havendo obra no local, telefone para a Defesa Civil para uma vistoria.

– se você mora abaixo de depósito de lixo, de barrancos, de pedras amontoadas no caminho natural das águas, abandone o local nos dias de fortes chuvas e dirija-se a local seguro.

– se você mora em local seguro, abrigue as pessoas que moram em locais de risco, quando houver chuvas contínuas e fortes.

– acompanhe as chuvas e verifique o risco de deslizamento na sua área através dos serviços de informações meteorológicas e geológicas.


Preocupe-se com seu imóvel, com sua vizinhança, com as comunidades carentes de sua cidade. E que tenhamos um verão sem notícias de tragédias por causa de fenômenos naturais e outros provocados pelo homem.


Fonte: Monografia – Avaliação Geoambiental de Bacia Hidrográfica – Luiz Ramos da Silva Filho – PUC RJ – 2003

Foto: ramosforest(c)

outubro 31, 2008 Posted by | chuvas, deslizamentos, prevenção | Deixe um comentário

DIA DA TERRA

DIA DA TERRA – Blogagem Coletiva.

Todo dia é dia da Terra.


Área de restinga com plantas e floração


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Earth Day is all day.

Biologic diversity has ecologic, genetic, social, economic, cientific, educational, cultural, leisure and esthetic value.

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Biodiversidade

Diversidade biológica é a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte. Compreende, ainda, a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas. Diversidade biológica ou biodiversidade refere-se à variedade de vida no planeta Terra, incluindo: a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; a variedade de comunidades, abetas e ecossistemas formados pelos organismos.

A abrangência do termo Biodiversidade compreende: número (riqueza) de diferentes categorias biológicas quanto à abundância relativa (equitabilidade) dessas categorias; e inclui variabilidade ao nível local (alfa diversidade), complementaridade biológica entre habitats (beta diversidade) e variabilidade entre paisagens (gama diversidade). A Biodiversidade inclui, assim, a totalidade dos recursos vivos, ou biológicos, e dos recursos genéticos, e seus componentes. E não inclui o ser humano.

Terreno arenoso de restinga com formigueiro (Ants)

Biodiversidade – propriedade da natureza

A Biodiversidade é uma das propriedades fundamentais da natureza, responsável pelo equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas, e fonte de imenso potencial de uso econômico. A biodiversidade é a base das atividades agrícolas, pecuárias, pesqueiras e florestais e, também, a base para a estratégica indústria da biotecnologia.

As funções da Biodiversidade

As funções ecológicas desempenhadas pela biodiversidade são ainda pouco compreendidas, muito embora se considere que ela seja responsável pelos processos naturais e produtos fornecidos pelos ecossistemas e espécies que sustentam outras formas de vida e modificam a biosfera, tornando-a apropriada e segura para a vida.

Os valores da Biodiversidade

A diversidade biológica possui, além de seu valor intrínseco, valor ecológico, genético, social, econômico, científico, educacional, cultural, recreativo e estético. Com tamanha importância, é preciso evitar a perda da biodiversidade.

Causas dos Impactos sobre a Biodiversidade

A comunidade científica internacional, os governos e organizações não-governamentais ambientalistas reconhecem a ocorrência de perda da diversidade biológica em todo o mundo e, em especial, nas regiões tropicais. A degradação biótica que afeta o planeta de modo cada vez mais acelerado tem suas causas principais nas atividades humanas contemporâneas, agravada pelo crescimento explosivo da população humana e pela distribuição desigual da riqueza. A perda da diversidade biológica envolve aspectos sociais, econômicos, culturais e científicos.

A intervenção humana em habitats que eram estáveis tem aumentado significativamente, gerando perdas maiores de biodiversidade. Biomas estão sendo ocupados, em diferentes escalas e velocidades, enquanto extensas áreas de vegetação nativa foram devastadas em várias partes do planeta. Para que se desenvolva uma forma de manejo equilibrado, entre conservação e utilização sustentável da diversidade biológica, faz-se necessário o levantamento do inventário dos estoques dos vários habitats naturais e dos modificados existentes nessas regiões, considerando-se o modo de vida das populações locais.

Área de transição entre restinga e Mata Atlântica

As causas acima enumeradas dão origem aos principais processos responsáveis pela perda da biodiversidade: perda de habitat ou sua fragmentação; introdução de espécies exóticas e suas doenças; exploração excessiva de espécies de plantas e animais; uso de híbridos e monoculturas na agroindústria; programas de reflorestamento mal planejados e mal executados; contaminação do solo, água, e atmosfera por poluentes; e alterações do clima.

As causas de perda de biodiversidade, a mudança do clima e o funcionamento dos ecossistemas estão interligadas e já são motivo de estudos sobre a conservação da diversidade biológica, que se apresenta como uma das propriedades fundamentais da natureza, responsável pelo equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas. Ademais, a diversidade biológica representa um imenso potencial de uso econômico, em especial pela biotecnologia. E, sem dúvida, a diversidade biológica está se deteriorando, inclusive com aumento da taxa de extinção de espécies, devido ao impacto das atividades antrópicas mal planejadas.

O Princípio da Precaução, aprovado na Declaração do Rio durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CNUMAD – RIO 92, estabelece que se deve agir de imediato e de forma preventiva, e não permanecer omisso, aguardando a concretização das previsões para tomar medidas mitigadoras dispendiosas e de eficácia duvidosa.

Luiz Ramos

Foto: ramosforest ©

abril 21, 2008 Posted by | "meio ambiente", biodiversidade, prevenção, riscos | 22 Comentários