FRUIÇÃO E ESCRITA II ENJOYMENT AND WRITING

Paraíso Perdido

See too: NATURAL SHOT PHOTOS – SKY WATCH FRIDAY

Paraíso Perdido


Águas cálidas,

Brumas ao longe.

Criaturas aladas

Em berço lacustre.


Névoas eternas

Em lâmina d’água

Vidas primitivas

Em evolução plena


Nascentes de água

A alimentam

Correntes a levam,

Ao mar deságua


Homem, soberbo,

Ele a usa e abusa

Luiz Ramos

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abril 9, 2008 Posted by | Poesia, poetry, water | 10 Comentários

Paraíso Perdido

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Paraíso Perdido


Águas cálidas,

Brumas ao longe.

Criaturas aladas

Em berço lacustre.


Névoas eternas

Em lâmina d’água

Vidas primitivas

Em evolução plena


Nascentes de água

A alimentam

Correntes a levam,

Ao mar deságua


Homem, soberbo,

Ele a usa e abusa

Luiz Ramos

abril 9, 2008 Posted by | Poesia, poetry, water | Deixe um comentário

Water and Sewage as Public Policy


A Relação do Homem com a Natureza.

Água e esgoto como política pública

Relations between Man and Nature

Water and Sewage as Public Policy

(Este texto faz parte da blogagem coletiva sobre Saneamento)

O meio ambiente é a interação do conjunto de elementos naturais, artificiais e culturais que propiciam o desenvolvimento equilibrado da vida em todas as suas formas. É um conceito abrangente, que compreende toda a natureza, bem como os bens culturais correlatos, incluindo o solo, a água, o ar, a flora, as belezas naturais, o patrimônio histórico, artístico, turístico, paisagístico e arqueológico. Este conceito compreende os três aspectos do meio ambiente: o natural, o artificial e o cultural.

O ambiente natural é constituído pelo solo, a água, o ar atmosférico, a fauna, a flora, caracterizando uma interação dos seres vivos com o seu meio. Quanto ao meio ambiente artificial, ele se relaciona com o espaço urbano construído, como o conjunto de edificações e de equipamentos públicos, abrangendo as ruas, praças, áreas verdes, espaços livres em geral. O ambiente cultural é integrado pelo patrimônio histórico, artístico, arqueológico, paisagístico e turístico, que, como obra humana, adquiriram valor especial atribuído pela sociedade.

A conceituação do chamado poder de polícia encontra-se na concepção do Estado como gerente reprodutor da correlação de forças políticas, sociais e econômicas. É legítimo ao Estado impor o seu poder a fim de assegurar a permanência de uma determinada visão de mundo, dentro de um regime político previamente estabelecido. A questão refere-se às relações entre o Estado e os cidadãos, bem como àquelas que dizem respeito à possibilidade de o Estado intervir na vida social como agente ativo. No direito público estão compreendidas as manifestações de autoridade da administração; no direito privado, encontramos as exteriorizações de vontade dos indivíduos enquanto agentes econômicos, onde os sujeitos de direito elaboram os chamados negócios jurídicos, embora já se possa constatar a existência de atividades privadas com caráter de iniciativa pública.

Desenvolvimento e Sustentabilidade

A dimensão social dos indicadores de desenvolvimento sustentável corresponde, especialmente, aos objetivos ligados à satisfação das necessidades humanas, melhoria da qualidade de vida e justiça social, abrangendo os temas população, equidade, saúde, educação, habitação e segurança, entre outros. A maioria dos ganhos produzidos por vários séculos de desenvolvimento econômico foi invalidada pela separação entre os seres humanos e a natureza e pela degradação ecológica resultante.

Os riscos de grande conseqüência surgiram do impacto do desenvolvimento técnico-industrial sem limites sobre o homem – como produtor e consumidor, sobre a natureza e sobre a sociedade e sua organização. Estes riscos são originados principalmente das seguintes causas: o impacto do desenvolvimento social moderno sobre os ecossistemas mundiais; o desenvolvimento da pobreza em larga escala; as armas de destruição em massa com suas possibilidades de violência coletiva, e a repressão dos direitos da cidadania.

O poder do homem sobre a natureza não o ajudou a resolver seus problemas de organização sócio-ambiental, mas conseguiu degradar a natureza. Se, na tradição, havia um espaço-tempo certo para plantar, para colher, para construir e para viver, na pós-modernidade, a ciência tecnológica demonstra sua performance criando e recriando o entorno para qualquer atividade e a qualquer momento, desde que essa atividade resulte em lucro.

Como resultado deste processo, o entorno é marcado pela emergência ou intensificação dos problemas sócio-ambientais globais, a saber: deterioração sócio-ambiental; risco de acidentes nucleares ou biotecnológicos; desertificação; desmatamento; perda da biodiversidade; aquecimento global e destruição da camada de ozônio.

Os riscos de grande conseqüência são imprevisíveis e de difícil delimitação, mas podem ser exagerados, incontroláveis e afetar a todos, criando uma sociedade insegura diante de um futuro incerto e indefinido. Assim, a expectativa de riscos de grandes conseqüências, de caráter negativo – um desenvolvimento insustentável, deve ser substituído por um enfoque de sustentabilidade, sob uma visão transdisciplinar e transversal, devido aos seus aspectos sociais, éticos, econômicos, culturais, políticos e ambientais.

Verifica-se, assim, a influência direta do meio ambiente em que o homem vive em sua qualidade de vida, caracterizando-a como um bem, cuja preservação e recuperação tornaram-se um imperativo do Poder Público, para garantir boas condições de trabalho, lazer, educação, saúde, segurança, criando, em conseqüência, o bem estar e o desenvolvimento sustentável da sociedade. Existe a necessidade de se cuidar do meio ambiente com comprometimento, como indivíduo, sociedade, Estado e Nação, a partir da visão holística de que fazemos parte da natureza.

Quanto ao relacionamento do Estado com a natureza, as políticas públicas precisam ser direcionadas para as diretrizes baseadas na ética, na transversalidade, no controle ambiental, no fortalecimento das políticas ambientais, visando a um desenvolvimento sustentável. Esses princípios devem ser a base das políticas ambientais, nacional e internacionalmente, com a participação de organismos internacionais, de representantes dos governos locais, dos poderes legislativo e judiciário, do ministério público, das entidades de classes, empresas, universidades, escolas, comunidades tradicionais e organizações civis.

O problema do desenvolvimento

Durante a década de 90, as informações disponíveis apontam sempre para continuidade do ritmo de declínio do crescimento populacional. Nos países em desenvolvimento, embora os últimos censos demográficos apontem para o declínio da taxa de crescimento populacional, o aumento da população urbana ainda é muito elevado, criando uma pressão na busca de soluções para os problemas de saúde, habitação, educação, segurança, saneamento e infra-estrutura, indispensáveis para garantir qualidade de vida nas cidades.

Os problemas de saneamento destacam-se no quadro social. Nas áreas urbanas, grande parte da população não dispõe de serviços de abastecimento de água, e um número bem maior não dispõe de serviços de coleta de esgotos, o que é agravado pelo fato de a maior parte do esgoto coletado pelos serviços públicos não ser submetido a nenhum tipo de tratamento e ser despejado “in natura” nos rios e no mar. Segundo dados divulgados periodicamente pelos órgãos oficiais dos países e pela ONU, grande parte da população mais pobre não dispõe de água tratada.

Este tema não se esgota com algumas palavras, pois são necessárias ações efetivas dos governos, empresários e cidadãos para criação de políticas públicas baseadas na ética, na competência e na consciência sócio-ambiental.

Luiz Ramos

Fonte: Monografias e pesquisas do autor.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

ONU

Foto: ramosforest – Museu da Água – Rio Piracicaba – Piracicaba SP Brasil

março 22, 2008 Posted by | água e esgoto, sanitation, sewage, water | 18 Comentários

O FOGÃO DE LENHA E A ÁGUA PARA O CAFÉ – WATER AND THE COFFEE

Blogagem coletiva

Havia um fogão de lenha sempre aceso e uma vasilha com café passado em coador de pano na casa onde eu nasci, lá no Rio Abaixo. Esse é o nome do lugar em que eu nasci e, hoje, eu nem sei se trocaram o seu nome.

É verdade. Por desrespeito às tradições ou por algum motivo que eu ignoro, as pessoas gostam de dirigir ou direcionar os costumes e tradições populares. Do mesmo modo, as pessoas gostam de se fazer de onipotentes e decidir o que é melhor para os lugares, segundo seus pontos de vista, desconsiderando as tradições, os costumes e as leis da Natureza.

Um dos fenômenos de intervenção humana no meio natural que mais me chocam e preocupam é o uso dos cursos d’água para lançamento de rejeitos industriais, líquidos e sólidos, bem como o lançamento de esgotos urbanos sem tratamento adequado. Além disso, preocupa a falta de conscientização dos lavradores que lançam, direta e indiretamente, metais pesados usados na lavoura – como defensivos agrícolas, nos córregos e rios próximos de suas lavouras.

Já nem nos damos conta de que rios e córregos são vitais para a vida e os ecossistemas, pois, por séculos, esses cursos d’água foram tratados como fonte de água potável, mas também como ponto de despejo de toda sorte de elementos poluentes. Enquanto a população era relativamente pequena, o problema não se apresentava tão grave.

No rio que deu nome ao lugar onde eu nasci, havia uma enorme variedade de peixes, às suas margens viviam muitos animais terrestres, aves diversas e as matas ciliares dominavam toda a paisagem e nos davam sombra durante as divertidas pescarias do meu tempo de criança. É preciso que nos conscientizemos dos aspectos mais variados de um rio ou córrego, tais como a história e a cultura, ademais dos aspectos sanitários, de recreação e de lazer.

Para mim, tão vital quanto não esquecer daquele fogão de lenha com o café passado em coador de pano da minha infância, é ter sempre presente que os cursos d’água não são apenas canais que transportam aquele líquido aparentemente abundante, mas, sim, parte de um complexo sistema natural que deve ser protegido contra lixo, esgoto, contra erosão e contra pesca predatória e contra o uso excessivo do recurso hídrico.

Faz-se necessário revitalizar os rios e córregos como fazemos com nossas lembranças da infância, para nos mantermos vivos e com qualidade de vida, pois, como nossas lembranças, ÁGUA É VIDA.

Luiz Ramos

Foto: ramosforest

março 17, 2008 Posted by | água, natural ressources, poluição, recursos naturais, water | 10 Comentários