FRUIÇÃO E ESCRITA II ENJOYMENT AND WRITING

Meninos, eu vi…!



O “caldo” dos organismos unicelulares, o enxame de abelhas e o grunhido dos ancestrais.

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Nota: O texto a seguir representa minha visão do Encontro de Pensadores da Web, de 2007, no Rio de Janeiro, e foi publicado no extinto Globoonliners, da Globo,no Portal G1, em novembro de 2007.

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Meninos, eu vi…!! O “caldo” dos organismos unicelulares, o enxame de abelhas e o grunhido dos ancestrais.


Hoje, eu ouvi a Beatriz Martins falar sobre como gerar qualidade na Web Participativa, com o público colocando a informação e o especialista monitorando o fluxo de informações. O Aloy Jupiara falou sobre o HoMyNEWS e sobre exemplos de quebra do paradigma da comunicação. E, ainda, informou que a Infoglobo transformou-se em produtora de conteúdo e transmissora de conteúdo por diversas formas, nas quais o usuário participa. Ouvi, também, o Aloy falar sobre a noção de Comunidade e se referir à figura da “Colméia e a Abelha”, ao falar da Web 2.0 e dizer que “o enxame guia a colméia”. E, que o jornalismo deve ser repensado.


O Nilton Bahlis dos Santos falou sobre “Gestão de Conteúdo” com a sociedade controlando, como mediador, pois, os especialistas têm seus interesses, as pessoas que estão interessadas têm interesse que dê certo. Como ele disse, a planta resulta de organismos unicelulares e é o “caldo”que propicia a reunião das células”. O mesmo ocorre nas comunidades virtuais e é o chamado Processo Emergente.


Segundo Bahlis, Web 2.0 compreende o emprego de máquinas no processo de comunicação. O conhecimento pode ser visto em seus aspectos tradicional e web, e, atualmente o sistema de mediação está sendo questionado, pois o “caldo” formado do movimento dos organismos unicelulares cria comunicação entre as partes.


O Henrique Antoun falou sobre os sistemas complexos adaptativos e o sistema de retroalimentação. E exemplificou, dizendo que a Web compara-se a um avião – queima etapas; a Internet é como a ferrovia – todas as estações são iguais, pois o trem passa necessariamente por todas elas. O Blog e as comunidades seriam a reunião de interesses diversos. Vale recordar que ”o enxame guia a colméia”, mas o sistema baseia-se em coisas anódinas, fáceis de vender, e que pode existir a alternativa especial. É a inovação, pois, no Blog, o leitor quer algo diferente do noticiário tradicional.


O importante é seguir as novas teorias e nomenclaturas, para acompanhar e evolução da Plataforma do Conhecimento, pois PROSUMERS são os produtores/ consumidores de informações nessa nova plataforma, somos nós, os Globoonliners, eu acrescento.

Marcos Cavalcanti comentou sobre o pensador e o fazedor de Web, que devem considerar o Bem Comum ao participar de fases de execução de Políticas Públicas, e fugir de lugares comuns e de estudos sobre “sexo dos anjos”.


O Robson Santos explanou sobre a Ergonomia dos processos na Web.


Importante a exposição feita pelo Carlos Nepomuceno, referindo-se a História da Comunicação e a Plataforma do Conhecimento, desde a expressão rudimentar oral, passando pela escrita; a leitura – baseada em manuscritos e tipografia; a digitação – com o computador, em 1940; com a Rede – a Internet, em 1994; e a atual fase de Web Participativa.


Assim a Web 2.0 é a plataforma da comunicação de muitos para muitos, uma comunicação de massa. Apesar disso, o universo de usuários da Web é movido por 20% dos usuários – os produtores, enquanto os 80% restantes são simplesmente usuários.


Os modelos de Rede, segundo Carlos Nepomuceno, historicamente, compreendem:

  1. Gestão de conteúdo sem comentários (sites atuais);
  2. Gestão de conteúdo com comentários (Globo Online);
  3. Gestão com Blogs e Comunidades (Globoonliners); e
  4. Gestão de Pessoas; Documentos Wikis (Wikipédia).



Foi assim, meus amigos do GO, que eu, Luiz Ramos Filho e o Carlos Junior participamos do Primeiro Encontro Regional sobre Pensadores de Web, realizado no dia 10 de novembro de 2007, na ESPM, no centro da cidade do Rio de Janeiro, com o objetivo de discutir sobre a necessidade de criar no Rio de Janeiro, um centro de excelência sobre Web 2.0. E nós, do GO, como pioneiros – produtores/usuários, certamente estaremos inseridos nesse contexto. Com idealismo, sem disputas, com solidariedade.


Nós, do GO, fazemos parte do futuro da Web – o Conhecimento do futuro.


Luiz Ramos


Foto: ramosforest©

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julho 1, 2009 Posted by | blogger, Conhecimento, Globoonliners, Web 2.0 | 1 Comentário

Blogar e navegar é preciso


Blogar é preciso: vale a pena ler esse texto do Carlos Nepomuceno, em link.

Eu comentei lá:

“Carpe diem”. É isso aí.

Precisamos aprender a usar o blog, deixar de lado o medo da exposição, do comentário negativo, do comentarista mal intencionado, daquele mal educado. Pensa!

Precisamos aprender a conviver com opiniões contrárias imediatas, com nossos erros de conceito e de gramática. Só não erra quem não experimenta. Tenta!

Precisamos exercitar a mente, como exercitamos o físico. Enfrentar o novo convívio sócio-virtual, é preciso,como navegar sempre o foi. Publica!

Eu preciso aprimorar o uso do blog, aprender a conviver e a exercitar mais a mente.

Valeu mexer em meus brios.

Abraços

Luiz Ramos

Foto:ramosforest(c)

julho 1, 2009 Posted by | blogger, blogueiro, Web 2.0 | 1 Comentário

Web 2.0 e os Indicadores.



Estudo sobre a qualidade e a quantidade das extremidades superiores dos bípedes, em especial os dedos indicadores. Web 2.0



Este meu texto foi publicado em 2007.

Ao Carlos Nepomuceno


Como dissemos, a mão é a parte final de cada extremidade superior, também chamado braço, principalmente nos mamíferos bípedes; e que um dos dedos mais importantes é o indicador e, na evolução das espécies, os dedos tendem a se atrofiar e restarão somente o polegar e o indicador proeminente, que se fundirá com o dedo médio.

A importância da mão na cultura humana, representado o órgão que detem o poder, está presente em expressões, provérbios e símbolos, como “mão de ferro”, “manu militari”. Do mesmo modo, a mão representa justiça, equidade, injustiça, amor, ódio, como nas expressões “uma mão lava a outra”, “a mão direita não deve saber o que a esquerda faz”, “diferentes como os dedos das mãos”,”unha e carne”, “a mão que balança o berço”.

O corpo humano e a mão, em especial, são muito parecidos com uma instituição corporativa e estão sujeitos a normas, regulamentos e leis. Assim é que os movimentos da mão humana são realizados por dois conjuntos de músculos, os intrínsecos, que se encontram na própria mão, e os extrínsecos – os flexores e extensores longos, que se encontram no antebraço. As leis da física, a mecânica; os principios sobre movimentos de Newton e de Galileu, todos buscam explicar as leis que também regem os movimentos das mãos . Os dedos das mãos exercem funções incríveis e necessárias ao bom funcionamento de todo o sistema do corpo. Assim é que o dedo mínimo serve para auxiliar os demais e para demonstrar que ficou “de mal”ou “fez as pazes”; o dedo anular, carrega as alianças afetivas e comerciais; o dedo médio, contrabalança as atividades dos demais e deve orientar e coordenar, como um chefe; o dedo indicador, tem a função de indicação de tendências, de qualidades e de quantidades.

O indicador utiliza todos os principios filosóficos e empresariais aqui citados e é influenciado por todos os sentimentos humanos, como a virtude e os vícios,. Do mesmo modo, o indicador pode se deixar influenciar pelo bem comum ou pelo seu bem pessoal ou de seus relacionados mais próximos.

Uma instituição corporativa tem características como planejamento empresarial, processo de produção, relacionamento com os clientes e fornecedores, política de recursos humanos, normas de segurança, normas sanitárias, relações sociais. Como instituição, a mão e seus dedos estão sujeitos a normas similares a controles sociais, como a ética.

A ética tem sido estudada desde a Antigüidade grega através de Aristóteles (384 – 322 a.C.) com suas idéias sobre a ética e as virtudes éticas. Na Grécia porém, mesmo antes de Aristóteles, já se podia identificar sinais de preocupações com os problemas morais. Os filósofos pré-socráticos já realizavam reflexões de caráter ético, ao buscar entender as razões do comportamento humano. Sócrates (470-399 a.C.) considerou o problema ético individual como o problema filosófico central e, a ética, como sendo a disciplina em torno da qual deveriam girar todas as reflexões filosóficas. Para ele ninguém pratica voluntariamente o mal. Somente o ignorante não é virtuoso, e só age mal, quem desconhece o bem, pois todo homem quando fica sabendo o que é bem, reconhece-o racionalmente como tal e necessariamente passa a praticá-lo. Ao praticar o bem, o homem sente-se dono de si e conseqüentemente é feliz.

A virtude seria o conhecimento das causas e dos fins das ações fundadas em valores morais identificados pela inteligência e que impelem o homem a agir virtuosamente em direção ao bem. Platão (427-347 a.C.), ao examinar a idéia do bem à luz da sua teoria das idéias, subordinou sua ética à metafísica. Sua metafísica era a do dualismo entre o mundo sensível e o mundo das idéias permanentes, eternas, perfeitas e imutáveis, que constituíam a verdadeira realidade e tendo como ponto alto a idéia do Bem. Para Platão a alma – princípio que anima ou move o homem – se divide em três partes: razão, vontade (ou ânimo) e apetite (ou desejos). As virtudes são função desta alma, as quais são determinadas pela natureza da alma e pela divisão de suas partes. Na verdade ele estaria propondo uma ética das virtudes, que seriam função da alma.

Pela razão, faculdade superior e característica do homem, a alma se elevaria mediante a contemplação ao mundo das idéias. Seu fim último é purificar ou libertar-se da matéria para contemplar o que realmente é e, acima de tudo, a idéia do Bem. Para alcançar a purificação é necessário praticar as várias virtudes que cada parte da alma possui. Para Platão cada parte da alma possui um ideal ou uma virtude que devem ser desenvolvidos para seu funcionamento perfeito. A razão deve aspirar à sabedoria, a vontade deve aspirar à coragem e os desejos devem ser controlados para atingir a temperança. Cada uma das partes da alma, com suas respectivas virtudes, estava relacionada com uma parte do corpo. A razão se manifesta na cabeça, a vontade, no peito e o desejo no baixo-ventre. Somente quando as três partes do homem puderem agir como um todo é que temos o indivíduo harmônico. A harmonia entre essas virtudes constituía uma quarta virtude: a justiça.

Justiça é dar a cada um o que por direito lhe pertença. Platão concebia a justiça como harmonia; para Aristóteles, a justiça é algo que se deve uns aos outros. No Contrato Social, Rousseau considera justiça um sistema de legislação a serviço da liberdade e da igualdade. Kant compara a justiça ao livre arbítrio. John Rawls considera a justiça como a primeira das virtudes das instituições sociais.

Vale ressaltar que corpo humano, e a mão em especial, são muito parecidos com uma instituição corporativa e estão sujeitos a normas, regulamentos e leis. Assim, a mão e seus dedos, com suas funções, devem ter em conta os objetivos para os quais a natureza os criou. Do mesmo modo, as instituições corporativas, para exercitarem sua responsabilidade corporativa e socioambiental e alcançarem o bem comum, devem considerar os princípios da ética e da justiça.

Luiz Ramos©2007

Foto/Arte: ramosforest(c)

outubro 23, 2008 Posted by | ética, Conhecimento, Indicadores, Web 2.0 | 1 Comentário

A Web, um enxame de abelhas, faz parte do "caldo"

Blogagem Coletiva

Voluntariado contra o analfabetismo digital.

O “caldo” dos organismos unicelulares, o enxame de abelhas e o grunhido dos ancestrais

Meninos, eu vi…!! O “caldo” dos organismos unicelulares, o enxame de abelhas e o grunhido dos ancestrais.

Hoje, eu ouvi a Beatriz Martins falar sobre como gerar qualidade na Web Participativa, com o público colocando a informação e o especialista monitorando o fluxo de informações. O Aloy Jupiara falou sobre o novidades na Interneet e sobre exemplos de quebra do paradigma da comunicação. E, ainda, informou que empresas estão se transformando em produtora de conteúdo e transmissora de conteúdo por diversas formas, nas quais o usuário participa. Ouvi, também, o Aloy falar sobre a noção de Comunidade e referir-se à figura da “Colméia e a Abelha”, ao falar da Web 2.0 e dizer que “o enxame guia a colméia”. E, que o jornalismo deve ser repensado.

O Nilton Bahlis dos Santos falou sobre “Gestão de Conteúdo” com a sociedade controlando, como mediador, pois, os especialistas têm seus interesses, as pessoas que estão interessadas têm interesse que dê certo. Como ele disse, a planta resulta de organismos unicelulares e é o “caldo” que propicia a reunião das células “. O mesmo ocorre nas comunidades virtuais e é o chamado Processo Emergente.

Segundo Bahlis, Web 2.0 compreende o emprego de máquinas no processo de comunicação. O conhecimento pode ser visto em seus aspectos tradicional e web. Atualmente, o sistema de mediação está sendo questionado, pois o “caldo” formado do movimento dos organismos unicelulares cria comunicação entre as partes.

O Henrique Antoun falou sobre os sistemas complexos adaptativos e o sistema de retroalimentação. E exemplificou, dizendo que a Web compara-se a um avião – queima etapas; a Internet é como a ferrovia – todas as estações são iguais, pois o trem passa necessariamente por todas elas. O Blog e as comunidades seriam a reunião de interesses diversos. Vale recordar que ”o enxame guia a colméia”, mas o sistema baseia-se em coisas anódinas, fáceis de vender, e que pode existir a alternativa especial. É a inovação, pois, no Blog, o leitor quer algo diferente do noticiário tradicional.

O importante é seguir as novas teorias e nomenclaturas, para acompanhar e evolução da Plataforma do Conhecimento, pois PROSUMERS são os produtores/ consumidores de informações nessa nova plataforma, somos nós, os usuários.

Marcos Cavalcanti comentou sobre o pensador e o fazedor de Web, que devem considerar o Bem Comum ao participar de fases de execução de Políticas Públicas, e fugir de lugares comuns e de estudos sobre “sexo dos anjos”.

O Robson Santos explanou sobre a Ergonomia dos processos na Web.

Importante a exposição feita pelo Carlos Nepomuceno, referindo-se a História da Comunicação e a Plataforma do Conhecimento, desde a expressão rudimentar oral, passando pela escrita; a leitura – baseada em manuscritos e tipografia; a digitação – com o computador, em 1940; com a Rede – a Internet, em 1994; e a atual fase de Web Participativa.

Assim a Web 2.0 é a plataforma da comunicação de muitos para muitos, uma comunicação de massa. Apesar disso, o universo de usuários da Web é movido por 20% dos usuários – os produtores, enquanto os 80% restantes são simplesmente usuários.

Os modelos de Rede, segundo Carlos Nepomuceno, historicamente, compreendem: 1. Gestão de conteúdo sem comentários (sites atuais); 2. Gestão de conteúdo com comentários (Jornal Online);3. Gestão com Blogs e Comunidades (Jornal com usuário / prosumer); e 4. Gestão de Pessoas; Documentos Wikis (tipo Wikipédia).

Foi assim que eu participei do Primeiro Encontro Regional sobre Pensadores de Web, realizado no dia 10 de novembro de 2007, na ESPM, no centro da cidade do Rio de Janeiro, com o objetivo de discutir a Web 2.0. E nós, como pioneiros – produtores / usuários, certamente estaremos inseridos nesse contexto. Com idealismo, sem disputas, com solidariedade.

Nós fazemos parte do futuro da Web – o Conhecimento do futuro.

Luiz Ramos

Foto: (c) ramosforest

PS.- Este meu texto foi publicado em novembro de 2007 em meu blog Ramosforest Ambiente e, aqui, eu o adaptei para esta blogagem.

abril 25, 2008 Posted by | Conhecimento, Internet, prosumers, usuário, Web 2.0 | 8 Comentários